Apesar de se desenvolver de formas diferentes em cada pessoa, é possível apontar certos sinais que os pacientes têm em comum. Os sintomas mais claros da doença de Parkinson estão relacionados ao movimento, conhecidos como sintomas motores e não-motores:
Movimentos involuntários rítmicos que afetam principalmente as mãos, braços, pernas, queixo ou cabeça. Costumam ser mais evidentes em repouso e podem diminuir durante a realização de atividades voluntárias, mas tendem a piorar com o estresse ou fadiga.
Aumento anormal da resistência dos músculos ao movimento, tornando os membros rígidos e menos flexíveis. Essa rigidez pode causar dores musculares e articulares, além de dificultar a mobilidade e limitar movimentos naturais do corpo.
Diminuição progressiva da velocidade e amplitude dos movimentos, tornando atividades simples, como caminhar, abotoar uma camisa ou escrever, mais demoradas e difíceis. Essa limitação pode afetar a autonomia do paciente no dia a dia.
Dificuldade em manter o equilíbrio e a postura ereta, resultando em uma caminhada arrastada, passos curtos e perda de reflexos automáticos. Esse sintoma aumenta o risco de quedas e pode comprometer a segurança e a independência do paciente.
Redução parcial ou total da capacidade de sentir cheiros, podendo afetar também o paladar. Muitas vezes, esse sintoma surge anos antes dos sinais motores da Doença de Parkinson e pode impactar o apetite e a percepção dos sabores.
Diminuição da frequência das evacuações devido ao trânsito intestinal mais lento, o que pode levar a desconforto abdominal e inchaço. Esse sintoma está relacionado às alterações no sistema nervoso autônomo e pode ser agravado pela baixa ingestão de fibras e líquidos.
Problemas como insônia, sonolência excessiva durante o dia e o Transtorno Comportamental do Sono REM, no qual o paciente se movimenta de forma brusca e até fala ou grita durante os sonhos. Esses distúrbios afetam a qualidade do descanso e podem agravar outros sintomas da doença.
Depressão, ansiedade e apatia são comuns na Doença de Parkinson, muitas vezes surgindo antes dos sintomas motores. Essas alterações ocorrem devido ao desequilíbrio químico no cérebro, impactando a motivação, a autoestima e a qualidade de vida do paciente.
Sensação persistente de cansaço, falta de energia e fraqueza muscular, mesmo sem grande esforço físico. A dor pode estar associada à rigidez e à postura inadequada, tornando o dia a dia mais desgastante e limitante para o paciente.
FAQS
Sim. Além dos sintomas motores, os pacientes também apresentam sintomas não-motores, os quais podem ocorrer junto com os demais sintomas ou até mesmo antes das manifestações motoras clássicas: