Dr. Marcelo Somma - Neurologista especialista em Doença de Parkinson e Distúrbios do Movimento

Saúde Neurológica é o segredo para uma vida tranquila e saudável, e estou aqui para lhe ajudar com isso!

O que é a doença de Parkinson e qual é a sua causa?

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica que afeta os movimentos do corpo de maneira progressiva. Isso significa que, com o tempo, os sintomas podem se agravar. Ela acontece porque algumas células do cérebro, chamadas neurônios, vão morrendo, principalmente em uma região chamada substância negra.

Essa região é responsável por produzir um importante neurotransmissor chamado dopamina, que ajuda a controlar os movimentos do corpo. Com a diminuição da dopamina, os sinais entre os neurônios ficam desorganizados, dificultando a realização de movimentos suaves e coordenados. Isso pode causar tremores, rigidez muscular, lentidão nos movimentos e outros sintomas que afetam a qualidade de vida da pessoa.

A Doença de Parkinson é uma condição complexa com mecanismos ainda não totalmente conhecidos. Na maioria dos casos, a doença surge a partir de uma combinação complexa entre fatores genéticos e fatores ambientais.

O envelhecimento é considerado um dos principais fatores de risco para a condição, sendo que o número de casos aumenta progressivamente a partir dos 50 anos de idade. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que aproximadamente 200 mil pessoas tenham a doença de Parkinson no Brasil e é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo.

Quais são os principais sintomas do Parkinson?

Apesar de se desenvolver de formas diferentes em cada pessoa, é possível apontar certos sinais que os pacientes têm em comum. Os sintomas mais claros da doença de Parkinson estão relacionados ao movimento, conhecidos como sintomas motores e não-motores:

Tremores

Movimentos involuntários rítmicos que afetam principalmente as mãos, braços, pernas, queixo ou cabeça. Costumam ser mais evidentes em repouso e podem diminuir durante a realização de atividades voluntárias, mas tendem a piorar com o estresse ou fadiga.

Rigidez muscular

Aumento anormal da resistência dos músculos ao movimento, tornando os membros rígidos e menos flexíveis. Essa rigidez pode causar dores musculares e articulares, além de dificultar a mobilidade e limitar movimentos naturais do corpo.

Lentidão nos movimentos

Diminuição progressiva da velocidade e amplitude dos movimentos, tornando atividades simples, como caminhar, abotoar uma camisa ou escrever, mais demoradas e difíceis. Essa limitação pode afetar a autonomia do paciente no dia a dia.

Instabilidade postural

Dificuldade em manter o equilíbrio e a postura ereta, resultando em uma caminhada arrastada, passos curtos e perda de reflexos automáticos. Esse sintoma aumenta o risco de quedas e pode comprometer a segurança e a independência do paciente.

Anosmia (perda do olfato)

Redução parcial ou total da capacidade de sentir cheiros, podendo afetar também o paladar. Muitas vezes, esse sintoma surge anos antes dos sinais motores da Doença de Parkinson e pode impactar o apetite e a percepção dos sabores.

Constipação

Diminuição da frequência das evacuações devido ao trânsito intestinal mais lento, o que pode levar a desconforto abdominal e inchaço. Esse sintoma está relacionado às alterações no sistema nervoso autônomo e pode ser agravado pela baixa ingestão de fibras e líquidos.

Distúrbios do sono

Problemas como insônia, sonolência excessiva durante o dia e o Transtorno Comportamental do Sono REM, no qual o paciente se movimenta de forma brusca e até fala ou grita durante os sonhos. Esses distúrbios afetam a qualidade do descanso e podem agravar outros sintomas da doença.

Transtornos do humor

Depressão, ansiedade e apatia são comuns na Doença de Parkinson, muitas vezes surgindo antes dos sintomas motores. Essas alterações ocorrem devido ao desequilíbrio químico no cérebro, impactando a motivação, a autoestima e a qualidade de vida do paciente.

Fadiga, dor e astenia

Sensação persistente de cansaço, falta de energia e fraqueza muscular, mesmo sem grande esforço físico. A dor pode estar associada à rigidez e à postura inadequada, tornando o dia a dia mais desgastante e limitante para o paciente.

Veja abaixo os convênios que atendo:

Tratamentos:

Medicamentos

O carro-chefe no tratamento está na administração de Levodopa, a qual representa o padrão-ouro no tratamento. Além da Levodopa, medicamentos como Rasagilina, Pramipexol, Entacapona, Safinamida, Amantadina podem fazer parte do arsenal terapêutico conforme avaliação do profissional e as demandas do paciente.

Estimulação Cerebral Profunda

No procedimento, chamado de estimulação cerebral profunda, são implantados eletrodos em uma parte do cérebro. Eles são conectados a um dispositivo, implantado perto da clavícula, que envia pulsos elétricos ao cérebro. Esse processo pode reduzir os sintomas do Parkinson em casos selecionados. 

Terapias Não-Farmacológicas

Atividade física é o único fator até o momento que foi capaz de reduzir a progressão da doença através de estudos controlados. Além disso, nos pacientes com queixas de desequilíbrio e dificuldades para caminhar, o acompanhamento com fisioterapêuta é fundamental para melhora da mobilidade. Em alguns casos, a avaliação com fonoaudiólogo também está indicado para melhora da fala e deglutição. 

Quem é o Dr. Marcelo Somma Tessari?

Sou médico neurologista com experiência abrangente em diferentes áreas da neurologia, com especial dedicação aos distúrbios do movimento. Graduado pela Universidade da Região de Joinville (SC), realizei minha Residência Médica em Neurologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre onde posteriormente, realizei os Fellowships em Distúrbios do Movimento e em Estimulação Cerebral Profunda. Atualmente, estou cursando Mestrado em Ciências Médicas pela UFRGS.



Além de minha formação prática, apresento atuação acadêmica com apresentações e publicações científicas em congressos, abordando temas como a prevalência da Doença de Parkinson no Brasil, o impacto da COVID-19 no atendimento a pacientes com AVC e Perfil Clínico-Epidemiológico dos pacientes com AVC em Joinville, além da participação em estudos sobre diagnóstico por teleconsulta na doença de Parkinson e tratamento na fase aguda de AVC.


Hoje, meu trabalho está voltado principalmente para o diagnóstico, acompanhamento e tratamento de condições neurológicas que afetam o controle motor, como a Doença de Parkinson, tremores, distonias, entre outros. Ofereço uma abordagem completa para melhora da qualidade de vida dos pacientes, incluindo opções terapêuticas como estimulação cerebral profunda e toxina botulínica. Estou à disposição para oferecer atendimento especializado, com soluções terapêuticas personalizadas para cada caso.

FAQS

Perguntas frequentes

O que causa a Doença de Parkinson?
A Doença de Parkinson é causada pela redução progressiva dos neurônios que contêm dopamina, uma molécula cerebral que é responsável por controlar os movimentos como andar, escrever e falar. O motivo pelo qual esses neurônios acabam morrendo ainda é tema de vários estudos.
Como a causa do Parkinson é desconhecida, as formas comprovadas de prevenir a doença também permanecem um mistério. Até o momento, o único fator que comprovadamente é capaz de reduzir a progressão da doença é a atividade física. Além disso, outro fator de proteção seria a ingestão de cafeína.
Não há exames específicos para diagnosticar casos de Parkinson. O diagnóstico é feito através da identificação dos sinais e sintomas pela história e exame físico. Conforme avaliação inicial, podem ser solicitados exames complementares para descartar outros problemas de saúde que causam sinais e sintomas semelhantes e auxiliar na definição diagnóstica.

Além disso, existe também a possibilidade da prescrição de um medicamento para a doença e observar a evolução do paciente. Se os sintomas melhorarem após o início da medicação, é outro indicador que corrobora para o diagnóstico.
Embora não exista cura, existem diversos e eficientes tratamentos, que auxiliam no controle dos sintomas no dia a dia, trazendo mais qualidade de vida ao paciente.

Sim. Além dos sintomas motores, os pacientes também apresentam sintomas não-motores, os quais podem ocorrer junto com os demais sintomas ou até mesmo antes das manifestações motoras clássicas:

  • Anosmia (perda do olfato)
  • Constipação
  • Distúrbios do sono, como o Transtorno Comportamental do Sono REM
  • Transtornos do humor, como depressão e ansiedade;
  • Fadiga, Dor, Astenia

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